Cenário de Curto Prazo para os Mercados

Publicado em 19/08/2013

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Perspectivas para a semana de  19 à 23 de agosto de 2013

Segundo a Tendências Consultoria, os Os mercados internacionais devem ter mais uma semana volátil pela frente, em meio às incertezas acerca da política monetária norte-americana, que voltaram a causar impactos importantes nas taxas de câmbio e de juros nestes últimos dias. Além da expectativa com as mudanças das condições monetárias, crescem as especulações sobre a sucessão de Ben Bernanke em janeiro. Rumores de que Larry Summers seria o preferido do presidente Barack Obama ajudaram a puxar o yield dos treasuries na sexta-feira, tendo em vista o viés hawkish do ex-Secretário do Tesouro. Estes temas devem seguir no centro das atenções nos próximos dias, gerando impactos sobre o dólar e os juros dos treasuries, com repercussões globais. No Brasil, a somatória deste quadro externo, com o crescente pessimismo com aspectos domésticos, refletiu-se em uma semana de fortes pressões no câmbio e nos juros futuros. Além das intervenções do Banco Central no mercado futuro, não há elementos capazes de mudar este ambiente no curto prazo.
A agenda internacional dos próximos dias será mais fraca, embora as divulgações nos Estados Unidos a partir da quarta-feira mereçam atenção. Neste dia será apresentada a ata da última reunião do Fomc, que trouxe um comunicado mais suave em relação às perspectivas de alterações da política monetária. A confirmação deste tom pode amenizar as pressões citadas, porém, manteria o elevado grau de incerteza entre os agentes. Os demais indicadores de atividade no restante da semana, como vendas de
imóveis, pedidos de auxílio-desemprego e indicadores antecedentes, também devem contribuir para manter a volatilidade dos preços.

Na China, a prévia do índice PMI- HSBC, a ser divulgado na noite da quarta-feira, deve reforçar os sinais de melhora da atividade no país, o que seria um alento às moedas-commodities.
No Brasil, o foco continuará na evolução do câmbio e da curva de juros, variáveis que tiveram uma semana inteira de movimentos ascendentes. Sinais externos serão preponderantes, como o comportamento global do dólar e dos yields dos treasuries, mas também será importante monitorar aspectos domésticos, como as atuações do Banco Central, que, na quinta-feira, anunciou que irá promover a rolagem de todos os 100.800 contratos de swap a vencer no início de setembro. Na sexta, o BC colocou cerca de 40 mil contratos, mas não conseguiu evitar a forte alta do dólar.

Novas intervenções devem ocorrer, mas a rápida trajetória do câmbio preocupa, pois intensifica ainda mais a demanda. Já o Ibovespa tem exibido um descolamento deste cenário de pessimismo, conseguindo ter uma semana de ganhos importantes. Entretanto, a manutenção deste desempenho, após o índice ter recuperado os 51 mil pontos, torna-se desafiadora, diante das incertezas externas e do mau humor dos investidores com o Brasil. Na agenda doméstica da semana, destaque para o IPCA-15 de agosto (quarta) e para os indicadores do mercado de trabalho (PME e Caged), em um momento onde é temida uma piora maior das condições do emprego.

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