Perspectivas para a semana de 22 à 26 de abril de 2013

Publicado em 22/04/2013

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Segundo a Tendências Consultoria, na Europa, sem maiores novidades nos últimos dias, as atenções seguem voltadas ao impasse político na Itália, que teve diversas tentativas frustradas de escolha do novo presidente pelo Parlamento nesta semana. No Brasil, passada a reunião do Copom, os agentes ficam no aguardo da ata na próxima quinta-feira, embora o documento não deva alterar a percepção de que os aumentos de juros seguirão de forma cautelosa e com um ciclo total insuficiente para reverter as pressões inflacionárias.

Nos próximos dias, os agentes continuarão atentos às informações provenientes dos Estados Unidos, com indicadores e balanços no calendário. Entre os dados, as vendas de imóveis (segunda e terça) sempre trazem riscos de surpresas, pela instabilidade dos números na margem, mesmo que o cenário de recuperação do setor siga firme. Na quarta-feira, as encomendas de bens duráveis contribuem para definir o dia. Porém, o foco maior estará no PIB do primeiro trimestre, na sexta-feira, que deve mostrar forte desempenho diante do início de ano positivo, embora a partir de março os indicadores tenham começado a fraquejar. No mesmo dia, a confiança do consumidor deve se acomodar, após muitas oscilações recentes. Na agenda de balanços, a semana será intensa no país. Destaque para Caterpillar e Texas Instruments (segunda), Apple, Du Pont, Xerox e AT&T (terça), Procter & Gamble, Ford e Boeing (quarta), Exxon, Amazon, Starbucks, 3M, Time Warner, Coca-Cola e Colgate-Palmolive (quinta) e Chevron e Goodyear (sexta). No geral, os resultados estão superando as expectativas,

 

mas algumas grandes corporações decepcionaram. Com os índices das bolsas em Wall Street ainda próximos dos picos históricos, o ambiente de instabilidade deve se manter, com os preços sem fôlego para renovar os recordes no curto prazo.

No Brasil, passada a incerteza maior com a decisão do Copom, os investidores ajustam suas posições em torno de um ciclo curto (ao redor de 100 pontos-base) e no ritmo cauteloso de 25 pontos-base por reunião. Ainda assim, fica a expectativa para a divulgação da ata, que pode indicar se há alguma possibilidade de aceleração do ritmo de aperto, o que parece pouco provável. No câmbio, há uma tendência de acomodação ao redor do patamar de R$ 2,00/US$, tendo em vista o equilíbrio mostrado pelos fatores de risco neste momento. Neste caso, o BC também tende a ficar fora do mercado, conforme declarado pelo ministro Guido Mantega, sugerindo que o governo quer que a taxa de câmbio fique ao redor do nível atual. Tal afirmação faz sentido, tendo em vista que é um nível que não causa pressões inflacionárias adicionais e não gera novas reclamações por parte da indústria. Na Bovespa, o cenário segue fragilizado, após o índice ter atingido o menor patamar desde julho na última semana. Com o ambiente externo volátil, não se deve observar uma recuperação sólida no curto prazo, embora a tendência seja de alguma correção dos excessos negativos dos últimos dias. Na agenda, além da ata do Copom, destaque para os índices semanais de inflação (quarta), pesquisa mensal de emprego (quinta) e nota de crédito (sexta).


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