Perspectivas para a semana de 15 à 19 de abril de 2013

Publicado em 15/04/2013

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Segundo a Tendências Consultoria, dados mais fracos da economia norte-americana em março propiciam um cenário favorável a uma realização de lucros, porém, a intensificação da temporada de balanços corporativos no país será um aspecto crucial para direcionar os mercados. Na Europa, embora as tensões tenham sido amenizadas, os fatores de risco seguem presentes. Além do caso do Chipre, que poderá precisar de uma ajuda maior do que a concedida, há o risco da Eslovênia se tornar o próximo país a requerer um resgate. O impasse político na Itália também continua como um elemento de preocupação, de modo que o ambiente na região deve seguir volátil.

Por fim, os dados da economia da China a serem divulgados na noite do domingo vão fornecer uma visão mais clara do desempenho do gigante asiático neste primeiro trimestre de 2013. Nos Estados Unidos, o esfriamento do mercado de trabalho e do consumo em março apontou para uma perda de ritmo da atividade no final do primeiro trimestre, embora os analistas estejam projetando um crescimento forte do PIB no período. Cabe avaliar se o segundo trimestre manterá o viés mais contido de março, ou se haverá uma retomada após os efeitos adversos do aumento do ajuste fiscal ocorrido no mês. Nesta semana, os dados de atividade seguem com viés de baixa, o que representaria um incentivo à realização nas bolsas.

Por outro lado, os próximos dias trarão importantes balanços corporativos, com destaque para Citigroup (segunda), Goldman Sachs, Yahoo e Intel (terça), Bank of America e eBay (quarta), Morgan Stanley, IBM, Google e Microsoft (quinta) e General Electric (sexta). Ou seja, a tendência dos próximos dias é de um contexto de muitas oscilações nos mercados. Antes disso, a semana irá começar reagindo aos dados chineses que serão conhecidos na manhã da segunda-feira local, com destaque para o PIB do primeiro trimestre, cujo crescimento deve ser pouco inferior a 8%. A manutenção de um bom desempenho da China seria um problema a menos no curto prazo para os mercados globais.

No Brasil, o ponto alto da semana ficará para a reunião do Copom na quarta-feira. Os sinais mais recentes aumentaram fortemente a possibilidade de um ajuste para cima, embora as incertezas persistam em virtude da pouca clareza da política monetária atual. As declarações dadas pelo ministro Mantega na sexta-feira, no sentido de que o governo tomará medidas não populares para conter a inflação, como ajuste na taxa de juros, foi recebida pelos agentes como um sinal definitivo de que a Selic será elevada em abril. Ou seja, diante da precificação atual, que inclusive aponta uma maior probabilidade de ajuste de 50 pontos-base, a não confirmação da alta causaria um forte impacto no mercado de juros.

Caso ocorra a alta de 0,50 p.p., os mercados tenderão a precificar um novo ajuste desta magnitude em maio. Se o ajuste for de 0,25 p.p., a curva deve manter uma aposta intermediária para maio (entre 0,25 e 0,50). Por fim, se não houver aumento, a reação dependerá do placar e do comunicado, embora dificilmente deixará de ser precificado um ajuste de 0,50 p.p. em maio neste caso. Nos demais mercados, o Ibovespa deve seguir fragilizado oscilando ao redor da referência atual de 55 mil pontos, enquanto o dólar deve se manter pouco abaixo de R$ 2,00/US$, diante de notícias do retorno de algumas captações corporativas nos últimos dias.

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