Perspectivas para a semana de 11 à 15 de março de 2013

Publicado em 11/03/2013

Segundo a Tendências Consultoria, diversos riscos ainda persistem. Assim, com a agenda econômica menos carregada na semana, devem continuar no foco dos mercados as negociações políticas nos Estados Unidos, já que ainda resta a questão do teto do endividamento para ser resolvida. Além disso, o quadro na Itália segue sendo de paralisia decisória, com aumento do risco da necessidade de novas eleições, o que interromperia a continuidade da agenda reformista do governo Monti.

Já para o Banco Santander, na pesada agenda de indicadores econômicos internacionais, os destaques são a rodada mensal de dados da China e os diversos indicadores de atividade e inflação nos EUA. O mercado deve reagir, na segunda

pela manhã, aos dados chineses relativos a fevereiro divulgados ao longo do final de semana. Em particular, os números de produção industrial, vendas do varejo e investimentos devem chamar a atenção, à luz da perspectiva de que a economia chinesa mude de ritmo e padrão de crescimento. As projeções do mercado implicam a manutenção do ritmo forte em comparação com o mês anterior, consistente com a expectativa de que a China exiba, em 2013, um crescimento pouco maior que no ano passado. Enquanto isto, a inflação ao consumidor pode mudar de patamar, passando de 2% a/a em janeiro para 3% a/a em fevereiro, apesar da contínua deflação nos preços ao produtor.

Nos EUA, os indicadores da semana devem mostrar a inflação sob controle, com o CPI rodando a 1,8%a/a (núcleo: 2%a/a) e o PPI, a 1,7%a/a – todos confortavelmente distantes do patamar de 2,5%, sinalizado pelo Federal Reserve como um limite para a manutenção da política monetária acomodatícia. Dentre os dados de atividade, destaque para as vendas do varejo e a produção industrial que devem se manter fortes em fevereiro. Outro dado importante é o índice de confiança da Universidade de Michigan (preliminar de março): a alta esperada pelo mercado, se confirmada, poderia reforçar a tendência de melhora na atividade americana no 1º trimestre, após o decepcionante resultado no último trimestre do ano passado.

No Brasil, a divulgação da ata do Copom é o evento que mais deve repercutir nos mercados. O comunicado pós-reunião do Copom foi lacônico, deixando a porta aberta tanto para uma alta como para manutenção da taxa básica de juros. Para o Santander, nesse sentido, é importante entender qual a avaliação do Banco Central em relação ao cenário corrente de fraca atividade econômica e pressão inflacionária. O Santander acredita que a Ata do Copom esclareça quais são as maiores preocupações da autoridade monetária, e assim conseguiremos reavaliar a probabilidade de um ciclo de aperto monetário.  Com relação ao Ibovespa, para os próximos dias, além dos dados de atividade a serem divulgados (vendas no varejo, IBC-Br), os balanços de empresas do setor imobiliário (como MRV, Ez Tec, e Gafisa) devem levar a oscilações dos papeis do segmento.

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