Perspectivas para a semana de 20 a 24 de janeiro

Publicado em 21/01/2014

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Cenário de Curto Prazo para os Mercados

Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais iniciam a segunda-feira com foco total nas informações provenientes da China, que divulga os números do PIB (quarto trimestre e 2013), produção industrial e vendas no varejo (dezembro). Os indicadores devem sugerir alguma desaceleração no final do ano, embora com desempenho ainda robusto da economia do país.

Nos Estados Unidos, a semana começa com feriado na segunda-feira e terá uma agenda econômica fraca, embora a temporada de balanços corporativos siga movimentada. Nos últimos dias, sinais mistos da economia norte-americana geraram volatilidade nas bolsas, juros e taxas de câmbio, mesmo sem abalar o cenário de crescimento moderado e continuidade do tapering gradual pelo Fed.

No Brasil, o Copom continua no centro das atenções, com a divulgação da ata da reunião em que o Comitê decidiu por mais uma elevação de 50 pontos-base na Selic. Houve ajustes importantes nas partes curta e média da curva, diante da percepção de que o BC pode avançar mais que o previsto inicialmente no ciclo de aperto. Já o Ibovespa e o real seguem nas proximidades de patamares mais definidos, de 50 mil pontos e R$ 2,35/US$, respectivamente.

A percepção para a economia global é de melhora em 2014, mas boa parte da expectativa está baseada em China e Estados Unidos. Desta forma, os sinais desses dois países continuam fundamentais para sustentar a visão mais positiva, que tem fornecido impulso às bolsas. Neste sentido, além dos indicadores da China, cabe monitorar, na terça-feira, a atualização das projeções do FMI para a economia mundial. Segundo declarações recentes da diretora da instituição, Christine Lagarde, as estimativas para o crescimento dos Estados Unidos e do mundo em 2014 devem ser ajustadas para cima, favorecendo o bom humor dos mercados. Nos EUA, dados mais relevantes apenas na quinta-feira, com os pedidos de auxílio-desemprego, vendas de imóveis existentes e indicadores antecedentes. Na agenda de balanços, destaque para IBM e Johnson & Johnson (terça), eBay (quarta), Microsoft, Starbucks e Mc Donald´s (quinta) e Xerox e Procter & Gamble (sexta).

No Brasil, além do ambiente externo, o calendário doméstico carregado merece atenção, especialmente com os sinais para a curva de juros. Até a quinta-feira, dia de divulgação da ata do Copom, os DIs devem operar de olho no câmbio e em informações referentes ao aspecto fiscal, com o governo tentando reverter o pessimismo com essa área. Porém, o foco maior estará na ata, que deve sinalizar nova elevação da Selic em fevereiro, mas também a proximidade do final do ciclo atual. A indefinição sobre a magnitude do próximo movimento deve prevalecer, com o BC possivelmente criando um quadro de dependência dos dados a serem divulgados até a reunião seguinte. No câmbio, a acomodação externa do dólar e algumas captações neste início de ano deram fôlego ao real nos últimos dias. Cabe avaliar se os fluxos cambiais começarão a ser favorecidos pelas captações recentes. Já o Ibovespa não tem demonstrado força para abandonar o nível atual de 50 mil pontos, que predomina desde o início do ano. O fato de o índice não ter cedido adicionalmente, em meio ao ambiente de mau humor doméstico, já representa um alento à renda variável.


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