Perspectivas para a semana 13 a 17- janeiro

Publicado em 14/01/2014

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais devem iniciar a semana digerindo os números supreendentemente fracos do emprego norte-americano, o que amplia a relevância dos indicadores de atividade que serão divulgados nos próximos dias. Embora seja pouco provável que o Fed altere seu planejamento para a redução contínua do quantitative easing, uma sequência de dados adversos pode levar os investidores a colocarem algumas fichas na possibilidade de manutenção do montante do programa de compras na reunião do Fomc ao final deste mês. Essa situação já passou a ser considerada nesta sexta-feira, com o recuo dos juros dos treasuries e o enfraquecimento global do dólar, mas tal expectativa deve seguir minoritária por ora. No Brasil, o ambiente segue adverso para os ativos domésticos, o que ficou ilustrado na perda dos 50 mil pontos pelo Ibovespa, o que não ocorria desde agosto, e pelo alcance do nível de R$ 2,40/US$  no câmbio. Porém, os dados ruins dos EUA contribuíram para reverter parte das perdas na sexta, especialmente no caso do real.

E, é certo que os Estados Unidos continuarão no foco nos próximos dias, novamente com uma intensa agenda de indicadores e o prosseguimento da temporada de balanços corporativos. O calendário começa a ganhar força na terça-feira, com as vendas no varejo, terá o Livro Bege na quarta, CPI e Philadelphia Fed na quinta e fecha a semana de maneira intensa, com produção industrial, confiança do consumidor e dados do setor imobiliário. Com o retorno das incertezas para o Fed, os mercados tendem a reagir com volatilidade, de olho nos sinais de atividade e inflação. Nesta sexta, o yield de 10 anos sofreu forte queda, de 3,0% para abaixo de 2,9%, sendo uma das variáveis a serem monitoradas nos próximos dias. Nas bolsas, a temporada de balanços intensifica-se, com destaque para os resultados de instituições financeiras. Entre eles, Wells Fargo e JP Morgan (terça), Bank of America (quarta), Goldman Sachs, Citigroup e Amex (além da Intel, na quinta) e Morgan Stanley (sexta). Na China, a semana deve trazer os números do crédito de dezembro, mas o foco estará voltado para o dia 20, quando será conhecido o PIB do quarto trimestre de 2013 e os números do varejo e da indústria de dezembro.

No Brasil,  a acomodação global do dólar na sexta foi importante fator de alívio de curto prazo, porém, o ambiente para ativos do país segue adverso. O fechamento altamente negativo do fluxo financeiro em dezembro – e em 2013 como um todo – ilustrou o baixo interesse dos investidores estrangeiros em aportar recursos no Brasil. Com o risco de rebaixamento do rating pela S&P cada vez mais presente, é pouco provável uma reação consistente do real e da bolsa no curto prazo. As atenções locais da semana estarão voltadas para o Copom, com os mercados divididos para a decisão. Até recentemente havia o predomínio da aposta de redução do ritmo de aperto, para 25 pontos-base, mas os sinais inflacionários ainda preocupantes e as pressões no câmbioderam força à hipótese de manutenção do ajuste de 50 pontos-base. Além da decisãoem si, cabe avaliar o conteúdo do comunicado, que deve trazer sinais da sequência da política monetária.


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