Perspectivas para a semana de 02 a 06 de dezembro de 2013

Publicado em 02/12/2013

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Segundo a Tendências Consultoria,  os mercados internacionais terão uma semana de agenda carregada pela frente. Ospróximos dias devem sacramentar a visão consensual dos analistas acerca da políticamonetária do Fed, considerando que uma parte minoritária do mercado ainda acreditano início dos ajustes na reunião de dezembro, algo improvável. O predomínio de sinais mistos recentes da economia americana reforçou a expectativa de alguma desaceleração no quarto trimestre, o que deve favorecer uma postura cautelosa do Fed. No Brasil, a semana também terá divulgações importantes, com o PIB, IPCA e a ata do Copom, que deve esclarecer se as ligeiras alterações no último comunicado indicam, de fato, uma mudança da condução da política monetária. Os mercados locais seguem avaliando os resultados fiscais fracos, mesmo que melhores em outubro, além dos sinais da Petrobras, com o desfecho da reunião do Conselho.


No início da semana, os mercados internacionais devem repercutir as informações das vendas na Black Friday nos Estados Unidos, que irão balizar o sentimento dos agentes quanto ao fôlego da economia nesta parte final do ano. Os sinais devem ser positivos, porém, insuficientes para criar um maior otimismo. Ainda na segunda-feira, o ISM nos EUA e o desempenho dos índices PMI da indústria chinesa também movimentam os mercados. A partir da quarta-feira a agenda norte-americana será intensificada, com a pesquisa ADP e o Livro Bege, que pode sinalizar o grau de disposição do Fed em mudar a política monetária em breve. Porém, o foco maior estará na sexta-feira, com os números do mercado de trabalho dos EUA. A criação de empregos deve recuar em novembro, mas, ainda assim, é esperado um desempenho significativo, incluindo uma  pequena redução do desemprego. Os dados devem servir como parâmetro para as apostas dos analistas, em torno do timing mais provável para o início da redução das compras de ativos. A provável manutenção de números mistos, mesmo que com o predomínio de sinais de melhora, não deve ser suficiente para aumentar a expectativa de mudanças a curto prazo. Com isso, o yield dos treasuries e o dólar devem ter uma semana volátil, porém sem movimentos expressivos.


No Brasil, este andamento do ambiente internacional será um dos principais condicionantes dos ativos na semana, especialmente o câmbio. Porém, persistem aspectos domésticos importantes a serem considerados. A curva de juros, que estará também atenta ao dólar e aos juros dos treasuries, ficará no aguardo da ata do Copom, na quinta-feira, que deve reforçar a impressão de proximidade do final do ciclo de aperto monetário, com o BC enfatizando o ajuste já promovido ao longo do ano. Antes da ata, a curva deve oscilar devido ao resultado do PIB (terça) e da produção industrial (quarta), dados que não devem ser animadores para a atividade. Já na sexta-feira, o IPCA deve sugerir que o cenário inflacionário ainda inspira cuidados. No câmbio, o quadro global e o desconforto interno, após novos números fiscais ruins em outubro devem manter a instabilidade. Já o Ibovespa, muito penalizado nos últimos dias, tentará uma reação caso o ambiente externo não se mostre desfavorável.


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