Cenário de Curto Prazo para os Mercados-11-13

Publicado em 25/11/2013

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Perspectivas para a semana de 25 a 29 de novembro  de 2013

Segundo a Tendências Consultoria,  na última semana, prevaleceu um ambiente volátil, gerado pela ata do Fomc vista como hawkish, mas compensada por discursos favoráveis à manutenção dos estímulos feitos por Ben Bernanke e Janet Yellen. Apesar de alguns analistas terem cogitado a possibilidade de o início do tapering ocorrer em dezembro, a postura dos líderes do Fed e a perspectiva de um crescimento mais baixo no quarto trimestre sustentam que março seja o timing mais provável para o ajuste, o que deve aliviar as pressões no dólar e nos treasuries no curto prazo. No Brasil, os últimos dias também foram de instabilidade, especialmente no câmbio, com o alívio do início da semana sendo revertido em meio à alta global do dólar e às renovadas preocupações com a situação fiscal brasileira. Os impactos também ocorreram na curva de juros, que segue pressionada pelo câmbio e contas públicas.

Neste contexto, os mercados internacionais terão uma semana importante pela frente, com destaque para a avaliação da saúde da economia norte-americana, com indicadores diversos até a quarta-feira e a Black Friday após o feriado de Ação de Graças, na quinta-feira. Sem a previsão de declarações de membros do Fed nos próximos dias, os sinais da economia serão cruciais para a percepção dos agentes acerca da sequência da política monetária.
Até lá serão divulgados diversos dados de atividade, que irão fornecer uma visão mais acurada das condições da economia do país. Destaque para os indicadores do setor imobiliário e do índice de confiança do consumidor na terça-feira, além das encomendas de bens duráveis, indicadores antecedentes, pedidos de auxílio-desemprego e índice de gerentes de Chicago, todos na quarta-feira. Na sexta-feira, os mercados ficarão atentos para o movimento no comércio varejista do país, na Black Friday, que sempre representa um importante termômetro do consumo para o período de final de ano. Evidentemente, sinais muito pujantes devem causar apreensão, pelo risco de antecipar os ajustes monetários, mas o cenário mais provável é de dados mistos.

Na Zona do Euro, as informações mais importantes saem ao final da semana, especialmente a taxa de desemprego, na sexta-feira.
No Brasil, as atenções seguem voltadas para o comportamento de câmbio e juros. A última reunião do Copom do ano não deve trazer surpresas, com um novo ajuste de 50 pontos-base na Selic, embora o comunicado do Comitê seja importante para sinalizar se haverá mudança de ritmo a partir de agora. Ainda no âmbito doméstico, os dados fiscais a serem divulgados na quinta (governo central) e na sexta (setor público consolidado) serão atentamente acompanhados, tendo em vista o forte impacto adverso que geraram no mês anterior. O ambiente internacional também seguirá crucial, especialmente na trajetória do câmbio.
No câmbio doméstico,  além destes elementos externos e internos, há a formação da Ptax na sexta, fatores que apontam para mais uma semana volátil para a variável. De qualquer forma, o cenário de acomodação das pressões no curto prazo mostra-se viável, mantendo o dólar abaixo de R$ 2,30/US$. A curva de juros também terá que lidar com todos estes aspectos – câmbio, fiscal e Copom – o que também sugere dias de volatilidade. Já o Ibovespa ficará atento ao contexto externo e a questões pontuais, como a decisão do STF sobre as supostas perdas com os planos econômicos dos anos 80 e 90 e a expectativa pela reunião da Petrobras, na sexta.


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