Cenário de Curto Prazo para os Mercados de 14 à 18 de outubro

Publicado em 14/10/2013

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Perspectivas para a semana de  14 à 18 de outubro de 2013


Segundo a Tendências Consultoria, no início da semana, os mercados internacionais devem repercutir os avanços nas discussões fiscais nos Estados Unidos, com a possibilidade de que um acordo seja finalizado durante o fim de semana. Porém, as condições do acordo também serão avaliadas, tendo em vista que a confirmação de uma elevação do teto da dívida por apenas seis semanas deve manter parte das preocupações entre os agentes. O tema manteve o ambiente instável nos últimos dias, mas a perspectiva de uma solução para o impasse gerou duas sessões mais favoráveis na quinta-feira e na sexta-feira. Do lado monetário, a confirmação do nome de Janet Yellen e a percepção menos positiva para a economia nesta parte final do ano, envolvendo também os impactos negativos da questão fiscal, ampliaram a possibilidade de que o início dos ajustes fique para 2014.

No Brasil, este conjunto de notícias repercutiu favoravelmente no real, que teve um período de valorização em relação ao dólar. O movimento foi intensificado pela decisão do Copom, em especial o comunicado do Comitê, que não teve o teor alterado, o que foi visto pelos analistas como um sinal de continuidade do ritmo atual de aperto.

Além das negociações políticas nos Estados Unidos, os mercados globais voltam suas atenções para a China nos próximos dias. Na noite da quinta-feira, o país irá divulgar o resultado do PIB do 3º trimestre, para o qual é esperada uma aceleração para 7,8%, reforçando a expectativa de que o governo irá alcançar o objetivo de 7,5% para o crescimento no ano. Os dados da indústria e do varejo de setembro serão anunciados no mesmo dia. Voltando aos Estados Unidos, os poucos indicadores previstos devem manter o cenário misto da atividade. No caso de a paralisação do governo terminar, cabe atentar para o eventual calendário com as divulgações atrasadas de indicadores. A sequência da temporada de balanços do país também repercute, especialmente nas bolsas, com grandes empresas na agenda. Destaque para Citigroup, Intel e Yahoo (terça), Bank of America, IBM e eBay (quarta), Goldman Sachs e Google (quinta) e Morgan Stanley e General Electric (sexta).

No Brasil, o quadro externo deve continuar a condicionar os preços de mercado, principalmente na bolsa e no mercado câmbio. A percepção de enfraquecimento global do dólar e a leitura mais hawkish do Copom levaram a taxa de câmbio para abaixo de R$ 2,20/US$ ao longo da semana. Mesmo que o movimento de queda incentive o alcance de um equilíbrio ao redor desse patamar, pela atração de compradores, há poucos sinais de força para o dólar neste momento. Já a curva de juros ficará atenta à ata do Copom, na qual os agentes vão procurar indícios de uma mudança de postura do Comitê, que não foi observada no comunicado. Caso se consolide a perspectiva de Selic a 10% em novembro, a tendência é de que a parte curta suba mais, pois removeria essa barreira psicológica do radar, de modo que os investidores podem colocar algumas fichas em uma ação mais agressiva do que a esperada até então. Na agenda doméstica, além da ata, cabe acompanhar a PMC (terça), os números do fluxo cambial (quarta), além dos índices de inflação ao consumidor IPC-S (quarta) e IPCA-15 (sexta).


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