Agenda semanal 07 à 11 de outubro de 2013

Publicado em 08/10/2013

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Cenário de Curto Prazo para os Mercados

Perspectivas para a semana de  07 à 11 de outubro de 2013


Segundo a Tendências Consultoria, os O comportamento dos mercados internacionais nos próximos dias está carregado de incerteza, tendo em vista o impasse político nos Estados Unidos, que mantém a paralisação parcial do governo desde o dia 1. Com isso, diversos indicadores importantes deixaram de ser divulgados, entre eles os números do mercado de trabalho de setembro. Grandes divergências entre republicanos e democratas persistem, dificultando um acordo no curtíssimo prazo. A aproximação do teto do endividamento deve ampliar o nervosismo entre os agentes, de modo que este tema continuará em foco entre os investidores. Nesse contexto, o ambiente manteve-se apreensivo nos últimos dias, mas, por ora, sem estresse, o que sugere que os agentes acreditam na resolução do impasse. No Brasil, além da cautela externa, os mercados repercutiram marginalmente a piora da avaliação da agência Moodys, que reduziu a perspectiva do rating soberano do Brasil e rebaixou a nota da Petrobras. Enquanto o Ibovespa apresentou uma correção moderada, a taxa de câmbio manteve-se ao redor de R$ 2,20/US$, que começa a se configurar como uma referência de curto prazo.

Para os próximos dias, os investidores continuarão atentos aos sinais dos Estados Unidos. Eventuais avanços nas negociações trariam alívio, mas, caso o impasse persista, a tendência é de um maior agravamento das tensões. As estimativas sugerem que, no dia 17, o teto do endividamento do governo americano seria alcançado, de modo que um
acordo fiscal teria que ocorrer até essa data, não apenas para "reabrir" o governo como para permitir o cumprimento das obrigações financeiras. Ou seja, o delicado tema deve manter um quadro de volatilidade neste momento, considerando as posições ainda antagônicas dos dois partidos. No âmbito econômico, o destaque da semana será a ata do Fomc, na quarta-feira, que trará as justificativas para a decisão de não reduzir os estímulos monetários na reunião encerrada em 18 de setembro. Entre os demais indicadores previstos, a  divulgação das vendas no varejo depende da reabertura do governo, mas o índice de confiança do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, será conhecido normalmente na sexta-feira. A piora do ambiente político das últimas semanas impõe o risco de uma queda mais forte da confiança, nesta prévia de outubro. Por fim, merece acompanhamento o início da temporada trimestral de balanços, com as divulgações da Alcoa (terça) e dos bancos JP Morgan e Wells Fargo (sexta).

No Brasil, os problemas nos Estados Unidos têm gerado, por ora, efeitos baixistas na Bovespa, mas sem impactar o câmbio. Neste caso, os efeitos iniciais sobre o dólar são pouco claros – o aumento das preocupações fiscais nos Estados Unidos tende a enfraquecer a moeda, porém, a maior aversão ao risco normalmente atua no sentido de fortalecer o dólar. Não por acaso, a taxa de câmbio tem oscilado próxima a R$ 2,20/US$ nos últimos dias, a despeito de exibir uma volatilidade ainda elevada. O fluxo cambial deu sinais de melhora, especialmente no lado financeiro. Ou seja, cabe acompanhar os números atualizados, na quarta-feira. Em relação aos juros, o principal evento da semana será a reunião do Copom, também na quarta, embora exista o consenso da manutenção do ritmo de aumento de 50 pontos-base na Selic. Com isso, as expectativas voltam-se ao comunicado, que, no caso de alguma alteração, pode reforçar a ideia de que o ciclo de aperto se aproxima do fim. No mesmo dia, será divulgado o IPCA de setembro, além de outros índices de inflação ao longo da semana. Por fim, o Ibovespa continuará sujeito ao contexto internacional, sensível às discussões fiscais nos Estados Unidos. Apesar de certa resiliência acima dos 52 mil pontos, após a pequena correção recente, o índice não teria como resistir a uma deterioração do quadro externo.


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