Cenário de Curto Prazo para os Mercados de 30-09 a 04-10

Publicado em 30/09/2013

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Perspectivas para a semana de  30 de setemrbo à 04 de outubro de 2013
Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais devem continuar atentos às discussões fiscais nos Estados Unidos nos próximos dias, de olho também na carregada agenda de indicadores do país e em novas declarações de dirigentes do Fed. Na China, Japão e Europa também serão divulgados dados importantes, que devem repercutir marginalmente nos negócios.

Nos últimos dias, tem prevalecido um ambiente cauteloso entre os investidores, diante do aumento das preocupações com um eventual fracasso nas negociações no âmbito do Congresso americano para a elevação do teto da dívida, o que eventualmente pode resultar na paralisação do governo. Do ponto de vista da política monetária, dados mistos e declarações amenas de membros do Fomc sugerem que a instituição não deve iniciar a redução dos estímulos em outubro, a não ser que os indicadores melhorem substancialmente nas próximas semanas, o que é pouco provável.

Como se não bastassem as incertezas relacionadas à política monetária do Fed, o aspecto fiscal entrou definitivamente no radar dos investidores nos últimos dias. A proximidade do prazo estimado pelo Tesouro para o esgotamento dos recursos, o que colocaria o governo em uma situação de desligamento e ameaçaria o cumprimento de obrigações financeiras, eleva o nervosismo dos agentes, que relembram o período de meados de 2011 que culminou no rebaixamento do rating dos Estados Unidos. Com isso, o foco do curto prazo estará nas discussões no Congresso e sinais da Casa Branca, a fim de avaliar a possibilidade de que seja alcançado um acordo. Porém, a dificuldade para que isso aconteça deve sustentar as incertezas e a instabilidade nos mercados. Na agenda econômica, o destaque ficará para os números do mercado de trabalho, que começam a ser divulgados na quarta (ADP) e que terão outros antecedentes na quinta (ISM serviços e pedidos de auxílio-desemprego), para culminar nos dados oficiais na manhã da sexta. Antes disso, os primeiros dias da semana devem reagir aos números das pesquisas PMI da China, que têm sido positivos, e também do índice Tankan no Japão.

No Brasil, as variáveis de mercado tiveram uma semana instável, com destaque para o dólar, que voltou a exibir sinais de alta em relação ao real. O dólar voltou a exibir
 
maior instabilidade, deixando para trás o patamar pouco abaixo de R$ 2,20/US$ para encerrar a semana em torno de R$ 2,25/US$, o que sugere que a variável segue sem um nível de referência. Em meio às altas do dólar e sinais de melhora do mercado de trabalho, mostrados pelo Caged e pela PME, a curva de juros operou com tendência de alta nos últimos dias, embora com a parte longa limitada pelo arrefecimento dos juros dos treasuries.
Para os próximos dias, além do quadro externo, os DIs avaliam o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) na segunda-feira, que deve manter a visão de que o BC tende a encerrar o ciclo de aperto neste ano. Já o Ibovespa interrompeu a sequência positiva com o aumento da apreensão no exterior, de modo que o comportamento de curto prazo continuará determinado pelo noticiário sobre as negociações fiscais nos Estados Unidos. A agenda doméstica também é intensa nesta semana, com a nota de política fiscal e o RTI (segunda), balança comercial e IPC-S (terça), pesquisa industrial mensal, Fenabrave e fluxo cambial (quarta) e os dados da Anfavea (sexta).


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