Perspectivas para a semana de 09 à 13 de setembro de 2013

Publicado em 09/09/2013

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Segundo a Tendências Consultoria, após dias de intensa volatilidade, os mercados devem apresentar maior acomodação na semana. Os resultados mistos com relação à atividade econômica norte-americana e as incertezas ligadas à possibilidade de uma ação militar na Síria deixaram os agentes apreensivos, alimentando especulações sobre esses eventos. Nesse contexto, a taxa de juros de 10 anos chegou a operar ao redor de 3,0%.

Mas a criação líquida menor de empregos nos Estados Unidos deve contribuir para atenuar os movimentos das treasuries e das taxas de câmbio pelo mundo ao longo da semana, já que o mercado de trabalho é o setor da economia a que o Fed tem dado maior atenção em suas decisões de política monetária. A menor preocupação com o crescimento da China, que tem mostrado números melhores, também contribui para evitar que as tensões se acentuem. Ainda assim, o mercado deve continuar de olho nas declarações de membros do Fomc, tendo em vista que não está descartada a possibilidade de início da redução do programa de compras da instituição em setembro.

Nos mercados internacionais, os dados da China referentes a agosto, que começarão a ser divulgados no fim de semana, merecem atenção especial. A produção industrial do país dará um sinal tanto para o cenário de demanda internacional por commodities como para o crescimento mundial. Assim, as taxas de câmbio do Brasil e de outros países produtores de commodities devem refletir a leitura dos dados de produção chinesa.
Nos Estados Unidos, o indicador de confiança do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, e o das vendas no varejo de agosto devem dar o tom dos mercados no país, que terá uma agenda de indicadores menos cheia. No contexto atual, esses dados ganham importância com a aproximação da decisão do Fomc em 18 de setembro, de modo que os agentes devem reagir a essas informações ao especular com a decisão.

No Brasil, também houve grandes movimentações nos últimos dias. Apesar de um cenário externo mais pressionado, com os yields das treasuries de 10 anos subindo de 2,785% no início da semana para 2,995% na quinta-feira, a taxa de câmbio doméstica apresentou movimento contrário ao esperado. Em diversos momentos, o real ficou descolado da desvalorização das principais moedas do mundo ante o dólar, caindo de R$ 2,39/US$ no fechamento da semana passada para R$ 2,32/US$ na quinta-feira.

A “ração diária” do BC e o recuo nas posições vendidas contra o real ajudaram a consolidar esse movimento, embora a evolução se mostre um pouco atípica diante do fluxo cambial negativo e da piora nas contas externas. O resultado abaixo do esperado do payroll reforçou essa tendência na sexta-feira. Os DIs acompanharam o real e tiveram uma semana menos pressionada, refletindo também a ata mais amena do Copom. Para a semana, o mercado ficará atento à primeira prévia do IGP-M de setembro, uma vez que os preços no atacado já começam a ser afetados pela desvalorização cambial. Mas o principal evento deve ser a PMC do IBGE, com o índice de vendas no varejo de julho.


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