Cenário de Curto Prazo para os Mercados 27/08

Publicado em 27/08/2013

Imagem do Artigo Cenário de Curto Prazo para os Mercados 27/08


Perspectivas para a semana de  26 à 30 de agosto de 2013
Segundo a Tendências Consultoria, a volatilidade manteve-se intensa nos mercados nos últimos dias, especialmente no âmbito doméstico. Por aqui, câmbio e juros continuaram a apresentar movimentos expressivos, em resposta a aspectos internos e externos, mas o fim da semana mostrou um panorama mais ameno para o curto prazo. Na sexta-feira, a oficialização da política diária de intervenções no mercado futuro de câmbio pelo Banco Central, em conjunto com o indicador fortemente negativo das vendas de imóveis nos Estados Unidos, permitiu uma intensa valorização do real, o que contribuiu para arrefecer as pressões também na curva de juros. O dólar terminou a última sexta-feira cotado a R$.2,3534, com queda de 3,23% no dia.
 Entretanto, a agenda dos EUA carregada de indicadores na semana traz o risco de novas oscilações do quadro externo, considerando que os sinais da economia seguem como os principais direcionadores globais das taxas de câmbio e de juros. No Brasil, a semana tem como destaque a reunião do Copom, que deve confirmar as expectativas de mais uma elevação de 50 pontos-base na Selic, ficando a expectativa para o comunicado pós-reunião, que deve sugerir a continuidade do ciclo de aperto monetário.
Nos Estados Unidos, os indicadores farão eco no comportamento dos treasuries, que ilustra a visão dos investidores acerca das perspectivas para a política monetária. Desta forma, o monitoramento constante das taxas futuras, especialmente o yield de 10 anos, é crucial para acompanhar a evolução do sentimento dos mercados sobre o tema. Na agenda dos próximos dias, destacam-se as encomendas de bens duráveis (segunda), confiança do consumidor (terça), revisão do PIB (quinta) e gastos pessoais e índice de Chicago (sexta). Ou seja, a cada dia, será conhecido algum dado importante de atividade, o que sugere a manutenção do quadro volátil. Caso predominem números mais fracos, as pressões tendem a se acomodar, mas dados fortes irão recolocar no radar a possibilidade de redução dos estímulos já no encontro do Fed em setembro. Nesse sentido, declarações de dirigentes da instituição também merecem acompanhamento, com as falas de John Williams (terça), James Bullard e Jeffrey Lacker (ambos na quinta).
No Brasil, a atuação mais intensiva do Banco Central e o arrefecimento das pressões no câmbio devem garantir a confirmação da alta de 50 pontos-base na Selic nesta quarta-feira. O comunicado não deve sugerir mudanças da estratégia da política monetária, de modo a manter a perspectiva de que ao menos mais uma alta deve ocorrer em outubro. Ainda assim, a curva de juros tem se mostrado extremamente agressiva na precificação, em grande parte, como reflexo da desvalorização do real. Neste sentido, uma diminuição da tendência de alta do dólar, como observado na última sexta, contribuirá fortemente para a correção dos excessos nos DIs. Além do Copom e da evolução do câmbio, o mercado de juros também avalia a nota de crédito do BC, as contas públicas e o PIB do segundo trimestre, que, em nossa avaliação, deve apresentar crescimento na margem ligeiramente abaixo do consenso. Já o Ibovespa tem mantido uma postura mais favorável, impulsionado pelos melhores sinais da China e do retorno da demanda dos estrangeiros, embora o avanço além do patamar atual de 52 mil pontos exija uma sequência de boas notícias.

Agenda semanal


Deixe seu comentário