Perspectivas para a semana de 12 à 16 de agosto de 2013

Publicado em 14/08/2013

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Segundo a Tendências Consultoria, passado o efeito positivo dos dados da China, que atenuaram as preocupações em torno de um pouso forçado da economia do país, os mercados internacionais retomam o foco nos Estados Unidos na semana.
Os diversos indicadores de atividade a serem divulgados, além de novas declarações de membros do Fed, serão novos direcionadores das perspectivas para a política monetária. Ganhou força, nos últimos dias, a visão de que o início da redução do programa de compra de bônus ocorrerá entre setembro e outubro, embora o dólar e os yields dos treasuries estejam demonstrando certa acomodação recente. Ou seja, ainda é prematuro afirmar que este processo já está precificado nos ativos. Já os índices da bolsa de Nova York tiveram uma semana de ajustes, após o Dow Jones e o S&P 500 renovarem os picos históricos na última sexta-feira. No Brasil, após passar dias colado em R$ 2,30/US$, o câmbio teve um alívio na parte final da semana, com os dados chineses e novas operações de swap pelo Banco Central. Isto também contribuiu para reduzir os juros futuros, enquanto o Ibovespa também se apoiou nos indicadores da China para encostar novamente nos 50 mil pontos.

A agenda norte-americana ganhará impulso nos próximos dias, após uma semana pouco movimentada. Destaque para diversos indicadores de atividade, que devem fornecer uma leitura mais precisa do andamento da economia ao longo deste terceiro trimestre, período no qual é esperada uma aceleração do crescimento. Os focos principais dos mercados estarão nas vendas no varejo (terça), nos dados da indústria (quinta) e na confiança do consumidor (sexta). Se os sinais positivos da atividade forem confirmados, crescerá entre os analistas o sentimento de que o Fed iniciará as mudanças da política monetária em breve, embora a reação dos ativos seja difícil de antecipar, tendo em vista que a instituição tem enfatizado que a postura seguirá expansionista mesmo após a redução do programa de compras. A este respeito, os investidores também devem acompanhar os pronunciamentos dos dirigentes do Fed Dennis Lockhart (Atlanta), de viés mais hawkish, e de James Bullard (St. Louis), que está entre os maiores defensores dos estímulos. Entre os balanços, a semana terá como destaques os resultados da Cisco System (terça) e Wal Mart (quinta). Na Europa, os sinais econômicos também têm sido menos adversos, o que deve ser reforçado nesta semana com o resultado do PIB do segundo trimestre.

No Brasil, os últimos dois dias foram de alívio nos preços dos ativos. O dólar retornou para o intervalo entre R$ 2,27/US$ e R$ 2,28/US$, após ter rompido o patamar de R$ 2,30/US$ na quarta-feira. Em meio ao otimismo gerado pelos indicadores chineses, o Banco Central promoveu dois novos leilões de swap cambial, o que contribuiu para acentuar a baixa. Entretanto, a dinâmica segue compradora neste mercado, o que impõe limites para o recuo do dólar. A curva de juros também se beneficiou deste movimento do câmbio, em conjunto com os sinais mais amenos da inflação. Entretanto, persistem as incertezas com relação à decisão do Copom de outubro, o que deve manter a volatilidade da parte curta e média. Já a parte longa também continuará refletindo o panorama global, de olho nas variações dos treasuries. Já o Ibovespa voltou a se aproximar dos 50 mil pontos. A recuperação dos últimos dias e a agenda norte-americana carregada devem gerar períodos de oscilação, mas sem mudanças significativas de patamar. Na segunda-feira, na abertura do dia, a bolsa também deve reagir ao balanço da Petrobras, divulgado no fechamento da sexta-feira. A agenda doméstica é fraca nos próximos dias, com destaque para a pesquisa mensal do comércio na quarta-feira (que deve abaixo do consenso), IGP-10 na quinta-feira e IPC-S na sexta-feira.


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