Perspectivas para a semana de 29 de abril a 03 de maio de 201

Publicado em 06/05/2013

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais devem ter uma semana de acomodação, diante da agenda mais vazia de indicadores e de uma pausa para avaliar os movimentos recentes. Quando o cenário se encaminhava para uma correção nas bolsas globais e manutenção de um ambiente mais preocupante, os dados do mercado de trabalho norte-americano de abril forneceram um impulso extra aos mercados internacionais. Os números foram um importante contraponto aos indicadores que, em linhas gerais, têm apontado enfraquecimento da economia do país, embora também existam sinais menos favoráveis de outras regiões, como Europa e China. Ainda assim, a queda do desemprego e a criação de empregos acima das expectativas ajudaram a renovar o ânimo dos investidores. Na Europa, a decisão do BCE de reduzir a taxa de juros também foi bem recebida, mesmo que já fosse esperada pela maioria dos agentes, embora o que mais tenha chamado a atenção tenha sido a declaração de Mario Draghi acerca da possibilidade de reduzir a taxa de depósito para patamar negativo.

Para os próximos dias, serão conhecidos poucos indicadores de peso. Nos Estados Unidos, a agenda econômica e de balanços corporativos não traz destaques capazes de causar impactos significativos nos mercados. Dentre os demais direcionadores, os investidores devem ficar atentos aos dados da balança comercial da China referente a abril, que sempre representam um bom sinalizador das condições da demanda global. A retomada de um maior ritmo de crescimento das exportações e importações do gigante asiático no último mês será uma indicação de que os sinais recentes de esfriamento foram transitórios. Ainda na China, os índices de preços CPI e PPI devem confirmar que são baixos os riscos inflacionários. Além disso, dados de atividade da Zona do Euro, em especial da Alemanha, devem influenciar as aberturas dos mercados ao longo da semana. Em linhas gerais, é pouco provável que se observem movimentos acentuados nos preços nos próximos dias.

No Brasil, o Ibovespa segue na tentativa de recuperar parte das perdas recentes. Apesar da melhora, o índice continua gravitando há mais de um mês ao redor dos 55 mil pontos, sem demonstrar força para buscar novos patamares – embora seja importante destacar que a deterioração também foi estancada. No câmbio, o dólar segue oscilando próximo de R$ 2,00/US$, diante dos fluxos fracos e do ambiente externo instável. De qualquer forma, há uma expectativa de melhora das entradas de dólares no País, o que pode começar a aparecer nos dados semanais do fluxo, forçando o câmbio novamente para abaixo deste patamar. Nos juros futuros, as mudanças de humor lá fora influenciaram a curva nos últimos dias. Os sinais de piora da economia global, com dados fracos também na China, provocaram forte queda dos DIs, minimizando as apostas de um aperto maior da Selic em maio. Entretanto, os bons números dos Estados Unidos divulgados na sexta-feira pressionaram novamente as taxas, embora a produção industrial doméstica abaixo do esperado tenha limitado o movimento. Para os próximos dias, a agenda local mais intensa deve prevalecer, com particular importância ao IPCA de abril, na quarta-feira. Como a inflação oficial ainda não deve mostrar o arrefecimento desejado, esse resultado não tende a afastar por completo a hipótese do ajuste de 50 pontos-base, mesmo que tal decisão seja a menos provável.


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