Perspectivas para a semana de 29 de abril a 03 de maio de 2013

Publicado em 29/04/2013

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados terão uma semana carregada pela frente, com diversos indicadores importantes, reuniões dos principais bancos centrais e continuidade da temporada de balanços corporativos. Nas últimas semanas, predominou um ambiente positivo nos mercados globais, mas a percepção de perda de fôlego das economias na virada do trimestre gerou um viés de esgotamento da trajetória, ampliando o risco de alguma correção no curto prazo. Diante da agenda intensa dos próximos dias, a volatilidade tende a se elevar. No Brasil, questões internas continuam direcionando a curva de juros, que após consolidar a expectativa de manutenção do ritmo de 0,25 p.p. de alta por reunião com a ata do Copom, reconsiderou a hipótese de aceleração do aperto diante das palavras mais duras dadas pelo diretor do BC Carlos Hamilton.

A semana lá fora começa mais amena, com dados de confiança na Europa e de renda e gastos pessoais nos Estados Unidos, que não devem alterar o ambiente pró-realização de lucros nas bolsas. Na terça-feira, a taxa de desemprego na Zona do Euro, além dos indicadores de confiança do consumidor e de gerentes de Chicago nos EUA, também não devem animar os investidores. Na quarta-feira, em meio ao feriado no Brasil e em alguns países da Europa, a agenda norte-americana intensifica-se, com destaque para a geração de empregos privados pela ADP, que irá trazer um sinal para o payroll da sexta-feira. Além disso, o Fed se reúne à tarde e deve apontar no comunicado um aumento dos riscos para a economia neste momento, reforçando a expectativa de manutenção dos estímulos monetários por um longo período. Na quinta-feira, o foco estará na reunião do Banco Central Europeu, para a qual se espera uma redução de 0,25 p.p. na taxa de juros da Zona do Euro atualmente em 0,75%, embora o movimento seja incerto. A eventual confirmação da redução deve ser bem recebida pelos mercados, sendo importante, seja qual for o resultado, acompanhar as declarações de Mario Draghi. Finalmente, a sexta-feira tem como destaque os números oficiais do mercado de trabalho norte-americano, que vão definir se a perda de fôlego observada em março foi pontual ou se o cenário do emprego segue fraco. Além desta agenda econômica intensa, o calendário de balanços corporativos traz a divulgação de resultados de empresas nos Estados Unidos, com destaque para Pfizer, Merck, Visa, Mastercard, Facebook, General Motors e Moody´s, e também na Europa, com os bancos UBS, Deutsche Bank, BNP Paribas e Royal Bank of Scotland.

No Brasil, bolsa e câmbio ficam atentos ao ambiente externo, que deve ser de muita volatilidade. Por aqui, também prossegue a temporada de balanços, o que afeta os preços de forma mais específica, embora para a segunda-feira a reação ao resultado da Petrobras deva impactar o índice como um todo. No mercado de juros, as declarações de Carlos Hamilton reabriram a possibilidade de uma alta de 0,50 p.p. da Selic em maio, tornando tal decisão dependente da evolução dos indicadores internos e do cenário externo até a próxima reunião. No câmbio, é interessante notar que, a despeito de os fluxos seguirem fracos para o País, a piora da avaliação da economia mundial, com perspectiva de intensificação das políticas de afrouxamento, pode eventualmente favorecer o real. Na agenda doméstica, destaque para o IGP-M (segunda), resultados fiscais (terça), IPC-S e balança comercial (quinta) e produção industrial (sexta).

 

 Uma boa semana e bons negócios!
 Miriam Tavares
Diretora de Câmbio

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