Perspectivas para a semana de 26 a 30 de maio de 2014

Publicado em 27/05/2014

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais devem manter a tendência de instabilidade e variações contidas no curto prazo, em meio aos níveis elevados das bolsas e sem fatores capazes de gerar mau humor ou otimismo exacerbados. As preocupações com a China foram levemente atenuadas pela recuperação do índice PMI da indústria, em sua prévia de maio, enquanto nos EUA os dados econômicos também continuaram apontando melhora moderada. Na Europa, as expectativas estão voltadas para a reunião do BCE no dia 5, quando é esperada alguma ação expansionista adicional. No Brasil, as próximas pesquisas eleitorais devem reforçar os sinais trazidos pelo Ibope, com certa acomodação dos movimentos, embora os resultados continuem no foco dos investidores. O destaque no âmbito doméstico nos últimos dias foi a consolidação, na curva de juros, das apostas em torno da manutenção da Selic na reunião da próxima quarta-feira, em meio a dados negativos da atividade e sinais de desaceleração inflacionária. Já o câmbio segue sancionando a existência de um piso em R$ 2,20/US$, defendido nesta semana por declarações de Alexandre Tombini, que foram interpretadas como um indício de redução nas ofertas de swaps cambiais.

No exterior, a semana deve começar em ritmo lento, com o feriado nos Estados Unidos e Londres na segunda-feira. Porém, os mercados podem repercutir as controversas eleições na Ucrânia, previstas para o domingo. A partir da terça, a agenda ganha intensidade especialmente nos EUA e deve trazer volatilidade. Nesse dia saem dados importantes de atividade, com destaque para a confiança do consumidor e pedidos de bens duráveis, que devem manter a percepção de expansão moderada da economia. Na quinta-feira, a esperada revisão para baixo do PIB do 1º trimestre pode assustar, mas deve ser provocada por ajustes nos estoques, o que não representa algo negativo. Finalmente, cabe atentar para a inflação (índice PCE na sexta), cuja aceleração pode gerar alguma pressão nos ativos em dólares. Em linhas gerais, os agentes continuam tranquilos com o processo de normalização monetária pelo Fed, diante da sinalização que ocorrerá de maneira cautelosa. Ainda assim, o viés de alta para o dólar nos próximos meses persiste, em linha com a recuperação da economia.

No Brasil, a Bovespa tem sido influenciada por diversos fatores. As ações da Vale estão respondendo aos sinais da China, onde os preços do minério de ferro cederam fortemente nas últimas semanas, até o resultado mais animador do índice PMI. O setor financeiro entrou em risco, após o STJ decidir que a incidência dos juros das perdas dos planos econômicos deve ocorrer a partir da data da citação para conhecimento, e não do julgamento como queriam os bancos. A retomada do julgamento pelo STF está prevista para a quarta-feira e deve ser monitorada, embora exista a expectativa de nova postergação da decisão final. O quadro político e o ambiente internacional completam os direcionadores da renda variável. Nos juros, o Copom deve dar por encerrado o ciclo de aperto monetário, o que já está no preço. O comunicado não deve trazer qualquer sinal de mudança no curto prazo. Já o câmbio segue atento às declarações do BC, embora qualquer mudança efetiva no programa de colocações de swap deva surgir apenas na primeira semana de junho. Por ora, o dólar deve continuar oscilando pouco acima de R$ 2,20/US$, de olho também na conjuntura global. Na agenda interna, além do Copom, destaque para os números das contas públicas e para o PIB do 1º trimestre, que não deve animar. 


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