Perspectivas para a semana de 05 a 09 de maio de 2014

Publicado em 05/05/2014

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais continuam exibindo um viés positivo, mas os elevados patamares das bolsas e a persistência de fatores de instabilidade, como a crise na Ucrânia, devem dificultar a manutenção da tendência de ganhos no curto prazo. Recentemente, dados predominantemente favoráveis da economia norte-americana recolocaram os índices Dow Jones e S&P 500 em níveis próximos aos recordes históricos, o que representa um desafio adicional para a continuidade do movimento.                                                                 

No Brasil, entretanto, o aspecto político continua impondo uma dinâmica própria aos ativos domésticos, que têm reagido aos sinais de piora do quadro eleitoral para o governo. Na última sexta-feira, novas especulações sobre pesquisas puxaram a bolsa e valorizaram o real, o que deve concentrar as atenções no início da semana.

No exterior, a semana será menos intensa em indicadores, em relação aos últimos dias. Com poucos dados de peso, o foco nos Estados Unidos estará voltado para o Fed, com diversos pronunciamentos de dirigentes da instituição e o testemunho de Janet Yellen no Congresso, na quarta-feira. Apesar da melhora dos dados econômicos, Yellen deve manter a defesa da manutenção da postura monetária expansionista por um bom período, em virtude de fragilidades ainda observadas no mercado de trabalho. Em especial, será importante obter a avaliação do Fed acerca da queda do desemprego em abril, que foi gerado em grande medida pelo movimento negativo da força de trabalho.  As tensões envolvendo Ucrânia, Rússia e as potências ocidentais também devem fazer parte do contexto dos mercados nos próximos dias, com o agravamento dos conflitos no leste do país. A posição da Rússia, que tem defendido os separatistas, levou a novo aumento de tom de Estados Unidos e Alemanha contra Moscou. Cabe também atentar aos números do comércio exterior da China, que sempre movimentam a sessão do dia seguinte. No geral, os próximos dias trazem o risco de alguma realização, a depender das tensões no Leste Europeu e dos dados.

No Brasil, o lado político tem sido o principal direcionador dos mercados. Caso não se confirmem os rumores de nova queda na intenção de voto da presidente Dilma, os ativos devem iniciar a semana sob alguma correção, embora as perspectivas de contínua piora do quadro eleitoral para o governo sustentem o viés positivo para ações e real. A  agenda econômica da próxima semana também será intensa, com diversos índices de inflação, incluindo o IPCA de abril na sexta-feira. Destaque também para a produção industrial na quarta-feira, com revisão dos dados pelo IBGE, além da Anfavea (sexta). Desta forma, os condicionantes da semana ficarão divididos entre aspectos políticos, indicadores internos e ambiente externo, situações que deixam o cenário atual muito indefinido no curto prazo.

 


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