Perspectivas para a semana de 14 a 17 de abril de 2014

Publicado em 14/04/2014

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Segundo a Tendências Consultoria, os mercados internacionais exibiram períodos de realização de lucros nos últimos dias, com os agentes preferindo assumir posições em treasuries, resultando na redução dos juros dos papéis. Porém, o dólar manteve certa fragilidade global, diante das indicações fornecidas pelo Fed de que os ajustes da política monetária continuarão em ritmo muito cauteloso, a despeito de dados recentes mais positivos da economia dos EUA. No Brasil, este quadro favoreceu a continuidade da valorização do real, o que levou o câmbio a oscilar ao redor de R$ 2,20/US$. A curva de juros teve muita volatilidade, reagindo em baixa aos movimentos do exterior e do câmbio no início da semana, pressionada pelo IPCA ainda elevado na quarta-feira, mas depois novamente em baixa com a ata do Copom indicando fim do ciclo de aperto. Já o Ibovespa promoveu uma correção moderada das altas recentes, embora ainda mantendo-se acima dos 50 mil pontos.

Para a próxima semana, os mercados internacionais terão uma agenda carregada de indicadores econômicos para repercutir. Destaque para a China, que anuncia na noite do dia 15 o resultado do PIB do 1º trimestre, em conjunto com os dados do varejo e da indústria de março. A expectativa é que os números sustentem o quadro de desaceleração gradual da atividade, mas diante dos resultados fracos do comércio exterior no período o receio é de nova decepção com o desempenho da economia. Nos Estados Unidos, o calendário também é intenso em indicadores, com destaque para as vendas no varejo (segunda) e produção industrial (quarta). Os dados devem reforçar os sinais favoráveis da economia do país, o que deve ser exposto de maneira contida pelo Livro Bege do Fed, também na quarta. As bolsas ficam atentas à temporada de balanços corporativos em Wall Street, com números de empresas como Citibank, Coca-Cola, Yahoo, Intel, IBM, Bank of America, Amex, Google e Goldman Sachs. Em linhas gerais, um cenário provável envolvendo indicadores positivos e balanços bem recebidos, o quadro de ajuste dos últimos dias seria revertido, com retorno dos ganhos nas bolsas em NY e dólar novamente em alta. Cabe lembrar que a próxima semana também será mais curta em Wall Street, por causa do feriado da sexta-feira.

No Brasil, a volatilidade deve seguir marcante, tendo em vista o retorno de uma agenda movimentada no exterior, em meio a fatores domésticos que continuam muito relevantes. Dentre eles, eventuais novas pesquisas eleitorais, sinais inflacionários e de atividade, além das atuações do BC com swaps cambiais. Ou seja, bolsa, câmbio e juros devem apresentar muitas oscilações em resposta a este conjunto de condicionantes, embora em termos líquidos seja menos provável mudanças firmes de patamar. A Bovespa deve seguir guiada principalmente por questões políticas, o que torna a bolsa um ambiente propício para especulações, rumores e movimentos no vazio. No câmbio, cabe avaliar se o real terá forças para manter a trajetória de valorização, o que não deve ocorrer caso se confirme o cenário traçado no parágrafo anterior. Já a curva de juros deve andar de lado na parte curta, diante da distância para a próxima reunião do Copom, mas com maiores variações nas taxas médias e longas, de olho no câmbio e nas taxas dos treasuries. Na agenda local da semana, destaque para a pesquisa mensal do comércio (terça), IPC-S, índice IBC-Br e fluxo cambial (quarta), além do IPCA-15 de abril e pesquisa mensal de emprego na quinta.


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